Sobre nós

Os problemas derivados da desregulação financeira, da competição fiscal, da evasão fiscal e da fuga de capitais emergem como problemas essenciais deste século XXI. Perante esta enorme fuga de riqueza produzida pelos povos, os governos têm optado pela solução mais fácil e célere, que é reduzir o gasto público (sacrificando salários, pensões e empregos) e aumentar a tributação sobre as pequenas e médias empresas com menos mobilidade e os cidadãos em geral.
O aumento das desigualdades na ditribuição da riqueza produzida e a desigualdade de tratamento em matéria de impostos faz com que, actualmente, no mundo 2 mil e 700 milhões de pessoas vivam com menos de dois dólares por dia. Em contrapartida, 85 indivíduos no mundo controlam o equivalente ao rendimento disponível de praticamente metade da população mundial (3,5 biliões de pessoas no mundo.
Ao contrário do discurso oficial e oficioso, é a falta de virtude e de ética na política e nos negócios que leva à corrupção, à evasão e à fraude fiscal.
Mas em nome da nobreza da política e da virtude da ética não devemos aceitar o discurso hegemónico e antipolítico da corrupção feito em Portugal pelos responsáveis da Transparência Inetrnacional.
E que discurso é esse? É o discurso que atribui as causas da crise em Portugal à corrupção no sector público, omitindo deliberadamente, entre outros factores, a responsabilidades da evasão e fraude fiscal na sangria financeira do país. Sob pena de enganarmos os portugueses não podemos relevar o secundário em prejuízo do principal. Não podemos nem devemos caminhar só com um pé.
Finalmente, toda a crise financeira e o seu rosário de consequências causam perturbações mentais e emocionais nas vítimas da crise. As emoções, a inteligência emocional não podem ficar de forma do discurso da crise.
São estes os nossos propósitos com este blog. Esperamos estar ao alcance destes grandes desafios.

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